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A mobilidade pode ser uma das grandes oportunidades a ser usada pelas organizações, mas que não depende somente da empresa, pelo simples fato dos consumidores terem o direito de escolha de receber ou não uma campanha em um dos seus aparelhos, e que fica de lado, porque muitas empresas não conhecem seus clientes e entendem que os avanços e possibilidades da tecnologia envolvem muito mais do que escolhas unilaterais.

A melhor maneira de utilizar as inovações tecnológicas é ouvir seu cliente, pois muitos terão interesse em receber campanhas sobre os novos produtos e serviços, só que é necessário saber se os demais clientes darão a mesma permissão.

Então é possível que sua empresa seja vista como uma geradora de spam, pois tudo o que é enviado para os clientes é simplesmente descartado, ocupa caixas de e-mail, invade a vida do cliente sem a permissão e é vista como algo positivo por muitas pessoas, que evitam pensar.

Desta forma a reflexão não deve recair sobre a melhor tecnologia a se usar, mas quais são os clientes que desejam receber as informações, uma vez que o acesso à internet se amplia e que as pessoas não são obrigadas a ver a sua campanha.

As escolhas unilaterais criam situações onde o cliente fica insatisfeito, a empresa não faz uma pesquisa prévia e durante a campanha para saber se está trazendo o resultado esperado e seus criadores acham que o resultado é maravilhoso, quando na verdade esquecem de pensar que o cliente pode estar em locais nada adequados para receber tal ação.

A comunicação é fundamental, mas muitas organizações acham que devem empurrar para o cliente uma campanha, e isto só derruba o valor daquela marca e empresa, pois o cliente se sente incomodado, sua privacidade foi invadida e ele recebeu mais um spam para colocar em sua lista.

Como muitas empresas não sabem o que é permissão podem acabar tomando atitudes que não atraem mais clientes e acabam por afastá-los, enviando-os diretamente para a concorrência, e como não sabem medir suas ações desconhecem as razões que fizeram o cliente mudar de marca.

Outro ponto interessante é saber que o cliente deseja receber a informação, só que se este cliente não permitir que a empresa envie, ou então que ele escolha se deseja cancelar o serviço, é provável que sua empresa seja mais uma que atrapalha a vida das pessoas, envia mensagens e campanhas não solicitadas ou evita que o cliente escolha não receber mais as informações sobre os produtos e serviços de sua empresa.

Mas com o passar dos anos as empresas podem aprender que a tecnologia pode e deve ser usada para melhorar a relação com o cliente, mesmo que muitas ainda pensem que todas as pessoas querem saber tudo sobre os seus produtos e serviços, e que é o maior equívoco.

Enquanto as empresas optarem pelo achar ainda existirão clientes insatisfeitos, que tem sua privacidade invadida e, que para as empresas, não possuem o direito de escolher, porque alguma pessoa acha que o cliente sempre quer saber da sua empresa, quando na verdade a própria pessoa que cria esta estratégia fica irritada quando recebe informações de outras empresas, pois ainda existe a cultura de que a empresa e o cliente são duas figuras opostas, só que a empresa e o próprio cliente trocam de posições em muitos momentos, só que não conseguem pensar, porque esqueceram como se faz.

Houve um tempo em que os estoques físicos eram as maiores riquezas de todas as organizações, mas o passar do tempo tratou de mudar este ponto de vista, trouxe uma nova forma de analisar os estoques e hoje existe uma nova filosofia a ser empregada quando as empresas lidam com um determinado armazenamento.

Hoje é possível dizer que o melhor estoque físico de uma organização é aquele que já passou para as mãos dos clientes, que já deixou as prateleiras para ser ocupado por outro produto de mesma marca, fazendo com que o giro do estoque seja rápido e eficiente.

Só que ainda existem empresas que não enxergaram as mudanças, ainda lidam com estoques altos, de pouca rotatividade e que geram mais custos ao ficar em prateleiras nos armazéns, e que por muitas vezes não são percebidos, pois a falta de cálculos sobre estes custos limita um pouco a visão da empresa perante o mercado.

Logicamente existem produtos que já passam por práticas avançadas, utilizam uma tecnologia que não pode ser encontrada em um lugar físico e que por vezes é deixada de lado pelas organizações, desta forma o, maior e melhor, estoque fica sem uso e não traz nenhum diferencial para a organização.

Mesmo assim é possível que muitas organizações já consigam perceber o real valor para o seu novo estoque, afinal de contas é possível ver que certas empresas investem no desenvolvimento de seus colaboradores, abraçam ações como o incentivo às idéias e buscam criar soluções, para a própria empresa e para o mercado, que representem mais valor.

Mas ainda é provável que o conhecimento aplicado realmente não alcance todo o seu potencial, as pessoas podem aproveitar constantemente seu estoque pessoal de conhecimento, que não ocupa espaço físico, não tem custo de armazenagem e não se perde com o tempo, além de melhorar a cada novo dia.

Então as experiências vividas dão novas opções para se resolver um determinado problema, e quando este estoque de conhecimento é bem aplicado, não há mais problemas em uma empresa, porque todos passam a buscar soluções, pois a cultura de apontar problemas acaba deixada de lado.

Desta forma é provável que as melhores idéias seja realmente trabalhadas, a pesquisa e o desenvolvimento de novos produtos se dá de forma mais natural, os colaboradores trocam mais informações, a organização como um todo ganha, pois mais pessoas enxergam mais variáveis e conseguem encontrar mais soluções.

E ao analisar mais possibilidades também é possível melhorar o que já existe, pois tudo pode ser melhorado sempre, e talvez muitas empresas ainda não reconheçam que sempre há espaço para aperfeiçoar suas forças e criar diferenciais muito mais importantes para o consumidor.

Quando as empresas começam a pensar podem encontrar soluções melhores, desenvolvem estratégias mais apuradas e se relacionam de forma melhor com seus clientes, sem esquecer que lidam com pessoas todo o tempo, mesmo que de forma indireta, e é a falta do pensamento que leva uma empresa a deixar o mercado mais cedo do que o previsto.

Evoluir constantemente é necessário para todas as empresas, seja para melhorar seus produtos ou serviços, seja para atender melhor os clientes, estar à frente dos concorrentes ou não se deixar levar por uma posição de destaque conquistada com um planejamento bem elaborado, utilizando estratégias otimizadas e que permitem desenvolver todos os colaboradores, resultando em produtos e serviços melhores.

Mesmo que a evolução seja natural ainda existem empresas que acabam por construir uma história e param de escrevê-la, não dedicam mais a mesma atenção, perdem o foco e deixam que os concorrentes tomem o seu lugar no mercado.

Também é evidente que a falta de estudos e pesquisas proporciona para a concorrência uma vantagem muito maior, pois as ações das outras empresas são facilitadas ao se ignorar que alguém pode oferecer produtos e serviços melhores e com mais qualidade do que a sua empresa.

Desta forma a zona de conforto parece eliminar o que a empresas possuía de melhor, as pessoas parecem não ter mais a mesma criatividade, e então surgem as crises, que são benéficas quando a empresa não perdeu sua essência, pois a capacidade de fazer uma nova trajetória vitoriosa é um ponto altamente favorável e permite que a empresa tenha ainda mais força para superar os concorrentes.

Então é possível contar com colaboradores dedicados, pessoas que desejam desenvolver soluções melhores, criando novos patamares e trazendo grandes diferenciais, devido às oportunidades que aparecem quando a criatividade é mais valorizada.

Também é interessante perceber que muitas oportunidades ficam de lado quando a empresa deixa de melhorar ao longo do tempo, devido à crença de que não é necessário investir em pesquisa e desenvolvimento porque a empresa já oferece as soluções que todos os clientes desejam, sem perceber que para manter os clientes é necessário evoluir, dar atenção aos desejos, inovar em todos os sentidos e oferecer o que o cliente deseja.

Desta forma pode-se dizer que o público-alvo também participa ativamente das decisões de todas as empresas, pois se algo não satisfaz o cliente ele muda de produtos ou serviços.

Com estas mudanças, ocorridas cada vez mais rapidamente, é possível que muitas organizações desapareçam do mercado e nem se dêem conta, pois não procuraram atualizar nenhuma área da organização, deixaram seus colaboradores estagnados em um nível de conhecimento que, até outrora, foi o melhor.

Sempre que uma empresa toma para si a necessidade de se desenvolver constantemente, e assim o faz, pode agregar mais valor aos produtos e serviços, bem como oferecer condições para que seus colaboradores tenham idéias e tempo hábil para realizar as pesquisas e desenvolver os projetos, gerando um ciclo de oportunidades e superando a concorrência, com a oferta de produtos e serviços cada vez melhores para um cliente cada vez mais exigente.

Poder planejar todas as ações é algo que se encaixa em organizações e também na vida das pessoas, mas exige muito mais do que apenas colocar em papel o que se pretende fazer, assim como faz sentido para muitas pessoas elaborar um planejamento para uma viagem de férias com a família, pode-se fazer o mesmo dentro da empresa e até mesmo na própria carreira.

Mas muitas das escolhas passam por influências de inúmeros pontos, na área empresarial não basta criar um planejamento e acreditar que ele se concretizará sozinho, sem esforço, pois os pontos abordados devem ser revistos, primeiro para verificar se tudo está correndo dentro do planejado, segundo para observar se as análises feitas precisam ou não de novas informações ou recebem complementos que antes não foram adicionados.

Só que a dinâmica do mercado exige um planejamento elaborado para apontar o melhor caminho a percorrer, o que demonstra que elaborar o planejamento não é engessar todas as ações da empresa, mas sim focar todas as forças em algo que realmente faça sentido e traga resultado.

Na vida profissional é necessário traçar objetivos, mas também é vital ter a consciência de que a pessoa deve fazer por merecer um novo cargo, novas responsabilidades e o reconhecimento, e isto ocorre com um planejamento bem construído, para que a pessoa saiba exatamente em que áreas ela possui pontos fortes e que deve aprimorá-los ainda mais.

Mesmo assim existem pessoas que adquiriram a cultura de fortalecer os pontos fracos, ou seja, não aproveitam o tempo para fortalecer suas melhores habilidades e se esforçam para aprimorar o que não é o seu melhor, enquanto que outras pessoas otimizam o tempo para desenvolver ainda mais as suas forças.

Neste mesmo ponto é interessante observar que muitas empresas optam por realizar treinamentos que igualam seus colaboradores, até mesmo melhorando o que a pessoa tem de mais fraco, e que jamais será seu ponto forte, e portanto deixará de estar à frente dos concorrentes, porque não presta atenção em seus colaboradores, não sabe qual é o ponto forte e não percebe o que faz.

Então as empresas passam por momentos difíceis, os concorrentes inovam em diferentes áreas, criam novos produtos, desenvolvem novos serviços, aprimoram o atendimento etc.

Além de elaborar o planejamento pensando em fazer o melhor, é importante que a empresa também crie ferramentas para mensurar suas ações, assim poderá saber o que está funcionando corretamente e o que precisa de mais atenção naquele momento, sem esquecer que devem melhorar tudo o que fazem sempre.

Desta forma é necessário que as empresas aprendam a aprender, tenham uma visão mais ampla de suas ações e desenvolvam suas forças constantemente, para que não acabem por investir de forma equivocada e não aproveitem o tempo adequadamente.

A rapidez nas ações traz oportunidades quando a empresa possui uma estrutura que permite distribuir adequadamente as informações, integrando as áreas, tornando mais humana a empresa e ouvindo o cliente constantemente, assim como o mercado passa por evoluções em diferentes momentos e permite que a inovação, requerida pelos consumidores, seja útil no momento mais propício.

Ser ágil em um mercado muito concorrido não é o fundamental, é útil quando a empresa desenvolve um planejamento e analisa a viabilidade ou não de se investir mais rapidamente em um novo caminho, criando produtos ou serviços que estejam em um ciclo de introdução no mercado.

Com a disponibilidade de tecnologias é provável que algumas empresas tomem atitudes que acabam por criar situações de dificuldades, ao não estudar o ambiente interno e por esquecer de que nem todas as pessoas se adaptam rapidamente ao que é trazido como solução.

Porém é possível estudar e acompanhar as diferentes ondas do mercado, estudar o que é desejado pelos clientes e então oferecer os melhores produtos ou serviços.

Então as próprias pessoas devem tomar a atitude de humanizar a organização, criar um ambiente onde todos possam desenvolver suas habilidades, compartilhar o conhecimento e estar um passo à frente da concorrência.

Mas muitas pessoas deixam de olhar o lado humano das organizações, especialmente quando as soluções parecem estar presentes em automação e informatização das empresas, mas que não levam em conta toda a especialização necessária para que todas as pessoas desfrutem do que lhes é oferecido como ferramentas para a execução de suas tarefas.

Diante das diferentes possibilidades é possível observar que muitas organizações deixaram de trabalhar o lado mais humano para investir em tecnologias, e então tornarem-se praticamente máquinas que executam tarefas sem pensar ou melhorar o conhecimento interno.

As melhores ações são planejadas, envolvem pessoas e permitem que as oportunidades sejam analisadas, com o desenvolvimento adequado que trará as melhores soluções para a organização e para seus clientes.

É interessante observar que o comportamento das pessoas se modifica conforme a situação em questão, isto também se dá em muitas empresas, pois quando as empresas estão inseridas na figura do consumidor exigem dos seus fornecedores, mas por outro lado podem relaxar quando elas são fornecedoras.

O mais interessante é que diariamente as empresas são envolvidas pelos dois papéis, são clientes e fornecedoras, adquirem e ofertam produtos ou serviços, mas conseguem ser completamente diferentes, como se existissem duas empresas, uma para ser a consumidora e outra para disponibilizar seus produtos no mercado.

Então os clientes parecem ficar em segundo plano, as pessoas que se relacionam com seus consumidores parecem não dar o devido valor àqueles que buscam produtos em um dos pontos de venda, e quando o mesmo atendente é um cliente o comportamento é outro, exigindo rapidez em atendimento, respeito e se esquece que não consegue oferecer isto para os seus clientes.

Logicamente existem empresas que encontraram um equilíbrio, além de melhorar o lado racional de todas as transações diárias, ainda auxiliam o cliente a encontrar o melhor produto para o seu desejo, criando mais um diferencial a ser ofertado no mercado.

Por outro lado existem empresas que parecem não ter o interesse em atender seus clientes, tratando-os como inimigos, como se a empresa não necessitasse buscar o seu melhor diariamente, como se apenas produzir algo fosse a solução e que um cliente atrapalha este processo.

Este tipo de comportamento pode alcançar todas as empresas, e é por isto que os cuidados com o relacionamento com os clientes é vital, se as pessoas não conseguem lidar com pessoas é fato que a empresa desaparecerá, pois até mesmo em um simples e-mail ou carta há uma relação entre pessoas.

A falta de percepção de que do outro lado há uma pessoa é um ponto a ser muito estudado e eliminado de todas as empresas, pois contrasta com as exigências da empresa quando cliente e quando fornecedora, criando uma dualidade que não faz sentido e atrapalha a relação entre as pessoas, seja no ponto de venda, seja entre os colaboradores.

Mas tudo isto acontece quando a empresa se ilude ao assumir a posição de única, como se nenhuma outra pudesse ofertar produtos ou serviços de qualidade igual ou superior, e é por atitudes assim que muitas organizações já não existem mais.

As organizações começam e terminam suas histórias através de pessoas, desde o sonho que se realiza até o ponto onde tudo se desfaz através de atitudes que afastam as demais pessoas, mas sempre existe uma oportunidade de tornar a empresa humana novamente, como em seu início.

Organizar as ações de acordo com as necessidades das empresas é algo que facilita a compreensão por parte de todas as pessoas envolvidas em projetos e que lidam com clientes diariamente, assim como dão um direcionamento mais conciso e que permite avaliar se o desempenho está dentro do programado.

Com as mudanças ocorridas em um curto espaço de tempo é possível que as organizações deixem de analisar pontos com grande relevância para o quotidiano, esqueçam de manter o foco e até mesmo de perceber que novas informações são necessárias.

No entanto é provável que muitas organizações tenham investido muito na busca por sistemas que melhorem a distribuição de informações, que as máquinas sejam de última geração e que o tempo para o colaborador se adaptar seja escasso, o que comprova a falta de um planejamento elaborado de acordo com as necessidades, pois alguém achou que os colaboradores não precisam aprender nada de novo.

O simples fato de alguém achar que já sabe tudo elimina toda e qualquer possibilidade de abrir seu campo de visão, então a organização acaba por perder o foco, seus concorrentes investem em pesquisa, desenvolvimento e aprimoramento dos colaboradores, o que traz novos conhecimentos e permite agregar mais valor ao que é produzido.

Mesmo assim sempre existe a necessidade básica de se enxergar o que é realmente necessário, e que tentar pular etapas só trará maiores dificuldades, principalmente pelo fato de que o que não foi absorvido anteriormente tomará mais tempo para ser aprendido no futuro.

Então as soluções acabam por impedir que haja um desenvolvimento organizacional, as pessoas não se sentem motivadas para realizar suas tarefas, seja por não perceberem um interesse conjunto, seja por não ter a oportunidade de demonstrar suas idéias.

Diante da necessidade de oferecer o melhor diariamente é possível notar que as empresas buscam novas informações constantemente, mas pode ser que limitem seu uso, direcionem a aplicação e criem filtros que interessam somente a um determinado local.

Além de melhorar a troca de informações dentro da organização é necessário saber quais são as necessidades pontuais, não há como finalizar um processo que sequer começou, e é por isso que o gerenciamento da produção e do tempo exigido, independente da área e se é um produto ou serviço, pode facilitar a otimização do conjunto de ações das empresas.

As melhores soluções sempre são criadas em conjunto, mas são poucas as empresas que permitem que seus colaboradores tenham um tempo para pensar sobre uma idéia ou que busquem encontrar a melhor solução para o momento, mas ainda assim investem em treinamentos que visam igualar seus colaboradores, e perdem as maiores oportunidades porque não há nada diferente dentro da empresa.

Com a possibilidade de oferecer as informações mais completas e simples é possível perceber que muitas organizações utilizam a tecnologia para se aproximar do consumidor, gerando bancos de dados e permitindo que os clientes dêem suas impressões e opiniões sobre um produto ou serviço, só que as empresas também podem obter muito mais dados para as suas pesquisas se souberem aproveitar todo o conhecimento que existe em seu ambiente interno.

A tecnologia pode ser um fator que ajuda ou atrapalha o desenvolvimento de uma organização, ajuda ao agilizar processos, facilitar a comunicação interna e com os clientes, mas atrapalha quando os colaboradores não possuem um treinamento adequado para lidar com máquinas específicas ou quando o planejamento feito com um simples pedaço de papel e uma caneta são ignorados.

Por mais que seja necessário nos dias de hoje utilizar um computador, é possível ver que muitas pessoas não conseguem mais atuar fora do mundo virtual, sequer concebem a possibilidade de usar um pedaço de papel para planejar qualquer coisa, pois acreditam que não há tempo para realizar pesquisas em um mundo físico e tangível.

Só que existem muitas informações que estarão disponíveis somente em arquivos, livros, revistas, jornais e periódicos impressos, que por muitas vezes ainda não possuem uma versão eletrônica, e que portanto ficam fora do alcance de pessoas que nasceram em uma era onde o computador faz parte da vida.

Da mesma forma é provável que muitas das soluções aplicadas no dia-a-dia das empresas tenha vindo de um lugar tido como simples, pois alguém se propôs a anotar uma idéia, observou atentamente e pesquisou qual pode ser a melhor forma de resolver o suposto problema.

Mesmo assim não há como dizer que um dos dois lados é o melhor, assim como nenhuma empresa possui uma área melhor como a outra, a não ser que as pessoas desejem vê-la desaparecer em breve.

Então surgem dúvidas que podem ser esclarecidas de diversas formas, muitas pessoas utilizarão um computador em suas mais variadas formas e aplicações, outras terão acesso às informações que são exclusivas do arquivo da empresa, e pode ser que muitas das pesquisas realizadas hoje, já possuam os dados coletados e armazenados, e é por isso que as empresas devem melhorar a sua comunicação interna, não basta ter a melhor estratégia para falar com o cliente se dentro da organização as pessoas são impedidas de trocar informações, gerar idéias e buscar soluções de maneiras diferentes.

Também é interessante notar que as mudanças ocorridas no mercado possuem uma velocidade muito maior, e certas organizações acham que o consumidor mudará constantemente sua opinião sobre um produto ou serviço, desta forma reduzem o ciclo de vida dos produtos, mas esquecem que a parcela de clientes inovadores é considerável, mas pequena diante dos demais, e então a empresa pode criar uma tendência a atender somente um público-alvo, e que pode significar que deixa de lado quem realmente faz a empresa ter o dia de amanhã para abrir suas lojas.

Talvez a falta de percepção traga dificuldades para muitas organizações, pois ao mudar drasticamente o foco poderão deixar de fazer o seu melhor e se tornarem apenas mais uma no mercado globalizado e concorrido.

O êxito das empresas depende do que elas fizeram no seu passado, trazendo para o presente as melhores soluções para ter um futuro, só que muitas empresas se dedicam demais ao futuro e deixam de atender seus clientes no dia de hoje, porque não aprenderam nada com o seu passado.

É interessante perceber que muitas empresas realizam investimentos sem ter um planejamento em mãos, sem saber quais são as razões que demonstraram esta necessidade e sem contar com ferramentas que mensurem o desempenho e o próprio retorno para a organização.

Muitas empresas conseguem constatar que passam por momentos difíceis, que algo em sua linha de produção ou na prestação de um serviço não funciona corretamente, mas não sabem o que acontece, pois não possuem sistemas ou ferramentas que indiquem o que provoca defeitos em peças ou atrasos na produção.

Logicamente a estrutura de uma organização deve contar com métodos que permitam localizar facilmente os elementos que dificultam a fluência dos processos, pois em certos setores existem gargalos que devem ser conhecidos para então otimizar a produção, ou então ter conhecimento de que as máquinas já não atendem mais a demanda exigida porque estão obsoletas.

Com a constante evolução da tecnologia é provável que muitas organizações acabem concorrendo com empresas que contam com um planejamento bem elaborado, uma estrutura que permite reduzir ao máximo os desperdícios e onde o controle sobre inúmeros parâmetros é feito.

Mas não adianta mensurar uma linha de produção se toda a cadeia de valor não possuir uma sincronia bem delineada, todas as empresas envolvidas em uma cadeia de valor devem trabalhar em conjunto, caso contrário todo o esforço de uma empresa será desperdiçado ao se deparar com uma outra que não atende as exigências de maneira satisfatória.

Então surgem as oportunidades para alinhar as estratégias das organizações, para que todos contem com um ritmo adequado e que insiram em suas culturas os medidores necessários para exercer suas tarefas dentro de um conjunto maior formado pela cadeia de empresas que visam obter mais valor em suas produções.

Mesmo assim é possível que haja um momento onde os ajustes demorem mais do que o planejado, pois os fatores envolvidos partem de pontos como a cultura organizacional e até mesmo a estrutura física disponível para que o transporte de um local ao outro seja feito, e caso o estudo não seja bem feito, é fácil de se prever que as dificuldades serão encontradas facilmente.

Diante disto é muito interessante desenvolver um planejamento com muitos detalhes, e isto leva a procurar as inúmeras referências contidas dentro de cada organização, desde o pessoal da própria linha de produção até os mais altos executivos.

O conhecimento contido em cada uma das empresas de uma cadeia de valor permite criar e desenvolver soluções que facilitem a integração, pois todas as empresas acabam por trabalhar com um foco único e o consumidor recebe em suas mãos produtos ou utiliza serviços cada vez melhores.

Então é possível que ao longo do tempo as organizações percebam que as melhores soluções surgem quando as pessoas conseguem oferecer o seu melhor para a conquista de objetivos comuns, independente da posição ocupada e que traz para dentro das empresas as maiores oportunidades disponíveis em um mercado.

Além de mensurar suas ações e atividades é importante que a empresa analise os dados coletados e ofereça as melhores soluções, para que os investimentos em ferramentas não se tornem obsoleto em pouco tempo e para que todas as pessoas da organização adquiram a cultura de medir e saber o que fazer sempre que possível.

A forma como cada empresa lida com seus clientes é reflexo da cultura interna, e com os avanços e facilidades criadas pela tecnologia, é possível que muitas empresas estejam se relacionando com seus clientes de um jeito meramente virtual, uma vez que não mantém contato com os mesmos pessoalmente.

É interessante observar que muitas empresas trazem para a sua estrutura tecnologias que devem facilitar a comunicação, não substituir o relacionamento de pessoas com pessoas, mas para complementar e agilizar certas trocas de informação, porém existem organizações que desconhecem o poder do contato direto entre pessoas e acabam perdendo clientes.

Da mesma forma com que cada um utiliza a tecnologia para enviar e receber com maior velocidade as informações, é provável que haja um exagero ao deixar de se relacionar com outras pessoas fora do mundo virtual criado, e talvez este seja o grande motivo pelos quais muitas organizações não conseguem mais conversar pessoalmente com seus clientes.

Também fica claro que o tempo de resposta de uma organização deve ser cada vez menor, mas assim como o produto leva um tempo para ser produzido, e os serviços necessitam de um tempo para serem preparados, há um certo grupo de clientes que esquece do fator tempo, pois a sua falta de contato com pessoas elimina a percepção real do tempo.

Então as empresas investem em programas cada vez mais, tentam melhorar a transferência de informações entre as áreas, mas esquecem que deve haver o relacionamento humano para que tudo funcione corretamente.

Assim mesmo é provável que muitos clientes sintam-se insatisfeitos com o atendimento, com o tempo de resposta e até mesmo com o recebimento de informações mais detalhadas, principalmente porque as pessoas acabam esquecendo que se alguém lhes solicita uma informação é necessário ter um tempo para a resposta, e quando uma pessoa é cliente a empresas não tem tempo para responder, mas quando esta mesma pessoa representa a empresa o seu cliente deve esperar.

A falta de paciência passou a ser algo comum em um mundo globalizado, onde a informação trafega de um lado para o outro do planeta em um simples clique, e que oferece lojas virtuais para adquirir um produto de qualquer região, estado ou país.

A oferta de produtos pela internet começa a modificar o comportamento de muitos países, ao adquirir um produto através de um site é possível agilizar o processo, mas até mesmo para recebê-lo é necessário ter contato com outra pessoa.

Durante a evolução natural da tecnologia é possível perceber que as pessoas também transformaram seu comportamento, reduziram o tempo de espera e até mesmo esqueceram que a relação humana existe em muito do que é feito diariamente.

Devido à mudança do comportamento, pesquisas já apontam que cada pessoa necessitaria, de forma projetada, há um dia com quarenta e três horas, ou seja, um dia de vinte e quatro horas não seria mais o suficiente para que cada pessoa tivesse acesso ao que disponibiliza hoje.

Até mesmo esta mudança na percepção do tempo pode determinar o tipo de relacionamento que cada um tem com uma empresa, pois as lojas virtuais auxiliaram a reduzir o tempo de resposta das empresas, assim como trouxe a melhoria na logística, pois o tempo deve ser bem aproveitado.

Também é possível apontar que muitas organizações que não possuem contato com seus clientes pessoalmente acabam transformando as suas formas de se relacionar, como não existe o contato direto, cada cliente pode ser visto como mais um da lista, a não ser que a empresa tenha trazido para dentro da organização, juntamente com as novas tecnologias, a ampliação do relacionamento humano, o que pode ser o grande diferencial a se oferecer para um grupo de consumidores que prefere ser atendido por uma pessoa e se deslocar até o ponto de venda.

A forma como cada empresa se relaciona com seus clientes é fruto do comportamento e da cultura que possui, não há nada de errado em informatizar uma loja, mas passar a tratar todos os clientes como se fossem virtuais é algo que pode afastá-los definitivamente, pois o homem ainda se sente mais confortável ao se relacionar com pessoas e a ser tratado como pessoa.

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