É interessante observar que o comportamento das pessoas se modifica conforme a situação em questão, isto também se dá em muitas empresas, pois quando as empresas estão inseridas na figura do consumidor exigem dos seus fornecedores, mas por outro lado podem relaxar quando elas são fornecedoras.
O mais interessante é que diariamente as empresas são envolvidas pelos dois papéis, são clientes e fornecedoras, adquirem e ofertam produtos ou serviços, mas conseguem ser completamente diferentes, como se existissem duas empresas, uma para ser a consumidora e outra para disponibilizar seus produtos no mercado.
Então os clientes parecem ficar em segundo plano, as pessoas que se relacionam com seus consumidores parecem não dar o devido valor àqueles que buscam produtos em um dos pontos de venda, e quando o mesmo atendente é um cliente o comportamento é outro, exigindo rapidez em atendimento, respeito e se esquece que não consegue oferecer isto para os seus clientes.
Logicamente existem empresas que encontraram um equilíbrio, além de melhorar o lado racional de todas as transações diárias, ainda auxiliam o cliente a encontrar o melhor produto para o seu desejo, criando mais um diferencial a ser ofertado no mercado.
Por outro lado existem empresas que parecem não ter o interesse em atender seus clientes, tratando-os como inimigos, como se a empresa não necessitasse buscar o seu melhor diariamente, como se apenas produzir algo fosse a solução e que um cliente atrapalha este processo.
Este tipo de comportamento pode alcançar todas as empresas, e é por isto que os cuidados com o relacionamento com os clientes é vital, se as pessoas não conseguem lidar com pessoas é fato que a empresa desaparecerá, pois até mesmo em um simples e-mail ou carta há uma relação entre pessoas.
A falta de percepção de que do outro lado há uma pessoa é um ponto a ser muito estudado e eliminado de todas as empresas, pois contrasta com as exigências da empresa quando cliente e quando fornecedora, criando uma dualidade que não faz sentido e atrapalha a relação entre as pessoas, seja no ponto de venda, seja entre os colaboradores.
Mas tudo isto acontece quando a empresa se ilude ao assumir a posição de única, como se nenhuma outra pudesse ofertar produtos ou serviços de qualidade igual ou superior, e é por atitudes assim que muitas organizações já não existem mais.
As organizações começam e terminam suas histórias através de pessoas, desde o sonho que se realiza até o ponto onde tudo se desfaz através de atitudes que afastam as demais pessoas, mas sempre existe uma oportunidade de tornar a empresa humana novamente, como em seu início.












