A comunicação e a privacidade dos clientes em Marketing
Quinta-feira, 15, Maio, 2008 de Rafael Mauricio Menshhein
A mobilidade pode ser uma das grandes oportunidades a ser usada pelas organizações, mas que não depende somente da empresa, pelo simples fato dos consumidores terem o direito de escolha de receber ou não uma campanha em um dos seus aparelhos, e que fica de lado, porque muitas empresas não conhecem seus clientes e entendem que os avanços e possibilidades da tecnologia envolvem muito mais do que escolhas unilaterais.
A melhor maneira de utilizar as inovações tecnológicas é ouvir seu cliente, pois muitos terão interesse em receber campanhas sobre os novos produtos e serviços, só que é necessário saber se os demais clientes darão a mesma permissão.
Então é possível que sua empresa seja vista como uma geradora de spam, pois tudo o que é enviado para os clientes é simplesmente descartado, ocupa caixas de e-mail, invade a vida do cliente sem a permissão e é vista como algo positivo por muitas pessoas, que evitam pensar.
Desta forma a reflexão não deve recair sobre a melhor tecnologia a se usar, mas quais são os clientes que desejam receber as informações, uma vez que o acesso à internet se amplia e que as pessoas não são obrigadas a ver a sua campanha.
As escolhas unilaterais criam situações onde o cliente fica insatisfeito, a empresa não faz uma pesquisa prévia e durante a campanha para saber se está trazendo o resultado esperado e seus criadores acham que o resultado é maravilhoso, quando na verdade esquecem de pensar que o cliente pode estar em locais nada adequados para receber tal ação.
A comunicação é fundamental, mas muitas organizações acham que devem empurrar para o cliente uma campanha, e isto só derruba o valor daquela marca e empresa, pois o cliente se sente incomodado, sua privacidade foi invadida e ele recebeu mais um spam para colocar em sua lista.
Como muitas empresas não sabem o que é permissão podem acabar tomando atitudes que não atraem mais clientes e acabam por afastá-los, enviando-os diretamente para a concorrência, e como não sabem medir suas ações desconhecem as razões que fizeram o cliente mudar de marca.
Outro ponto interessante é saber que o cliente deseja receber a informação, só que se este cliente não permitir que a empresa envie, ou então que ele escolha se deseja cancelar o serviço, é provável que sua empresa seja mais uma que atrapalha a vida das pessoas, envia mensagens e campanhas não solicitadas ou evita que o cliente escolha não receber mais as informações sobre os produtos e serviços de sua empresa.
Mas com o passar dos anos as empresas podem aprender que a tecnologia pode e deve ser usada para melhorar a relação com o cliente, mesmo que muitas ainda pensem que todas as pessoas querem saber tudo sobre os seus produtos e serviços, e que é o maior equívoco.
Enquanto as empresas optarem pelo achar ainda existirão clientes insatisfeitos, que tem sua privacidade invadida e, que para as empresas, não possuem o direito de escolher, porque alguma pessoa acha que o cliente sempre quer saber da sua empresa, quando na verdade a própria pessoa que cria esta estratégia fica irritada quando recebe informações de outras empresas, pois ainda existe a cultura de que a empresa e o cliente são duas figuras opostas, só que a empresa e o próprio cliente trocam de posições em muitos momentos, só que não conseguem pensar, porque esqueceram como se faz.













